O Ceticismo e a Necessidade de Sonhar - Apresentação


Apresentamos a filosofia como estrutura axiológica.

O vocábulo axiologia agrega os radicais gregos axios (valor) + logos (logicismo, lógica).

Significa o ato conjunto da proposição de um valor, assunto ou tema, e a capacidade de argumentá-lo, estruturá-lo como ciência ou filosofia.

O valor empreendido (axioma) está muito ligado ao sujeito, ao indivíduo, às suas impressões únicas.

A logicidade no entanto, diz respeito a mecanismos racionais e experimentais que elaboramos como sociedade a partir da crítica, para 'regular', regulamentar a proposição axiomática.

Estes mecanismos críticos excedem a produção singular. Foram desenvolvidos por esforços conjuntos ou relações muitas vezes antagônicas entre indivíduos, grupos ou escolas. Mas proporcionam o desenvolvimento de alguma metodologia, de um norte comum ao empreendimento cognitivo.

Considerar o saber como estrutura axiológica indica sobretudo a escolha, de qualquer pesquisador, sobre seu tema, sobre seu apontamento.

Até onde se pode investir com o empreendimento argumentativo, com a pesquisa e adesão de fundamentação à perspectiva tomada, é o segundo ponto.

O que indica a qualidade (de um filósofo ou cientista) é a capacidade de compreender a crítica contemporânea a respeito do assunto ensejado, e quiçá seus limites (filosóficos ou científicos).

Portanto, vê-se que a filosofia e a ciência (a cognição) tem início em atos voluntariosos de indivíduos, em proposições axiomáticas, mas que evoluindo em direção à crítica, aos patamares contemporâneos do saber, e sobretudo esforçando-se nessa direção, podem agir em co-formação e continuidade às perspectivas que elaboramos como sociedade, e que todos nos esforçamos por passar adiante, conhecida como a 'tradição científica e filosófica', e que tem status específicos para cada uma de suas disciplinas.

Quando o indivíduo se esforça por acompanhar a tradição referente aos seus axiomas, e desenvolve-se em referência a tal tradição, temos algo próximo de 'ciência', de 'filosofia'.

 

Filosofia Libertária

A tentativa original de alguns filósofos tem sido a elaboração de uma filosofia libertária.

Nietzsche foi um belo exemplo. É bom lembrar o efeito que Nietzsche fez em toda uma geração de filósofos, pesquisadores e amantes do saber.

Muitos seguiram os passos de sua independência, sua tentativa em libertar o ser humano da moral e do convencionalismo social.

Os anarquistas tem tentado de uma forma geral, libertar o ser humano de suas cadeias.

Um dos acenos pois, fundamentais da filosofia, é a liberdade.

Muitos filósofos todavia, que originariamente se pautam pela liberdade, acabam se 'enroscando' com os conceitos, com o caminho tortuoso da fenomenologia teórica, dos tantos labirintos e passagens necessárias para compor uma representação aberta, madura, atual.

Isso transforma a filosofia em erudição, e antigos sonhos de liberdade são esquecidos.

 

 

Filósofos do Planalto Central - 2009

Apresentação

 

O Ceticismo e a Necessidade de Sonhar - Apresentação


Apresentamos a filosofia como estrutura axiológica.

O vocábulo axiologia agrega os radicais gregos axios (valor) + logos (logicismo, lógica).

Significa o ato conjunto da proposição de um valor, assunto ou tema, e a capacidade de argumentá-lo, estruturá-lo como ciência ou filosofia.

O valor empreendido (axioma) está muito ligado ao sujeito, ao indivíduo, às suas impressões únicas.

A logicidade no entanto, diz respeito a mecanismos racionais e experimentais que elaboramos como sociedade a partir da crítica, para 'regular', regulamentar a proposição axiomática.

Estes mecanismos críticos excedem a produção singular. Foram desenvolvidos por esforços conjuntos ou relações muitas vezes antagônicas entre indivíduos, grupos ou escolas. Mas proporcionam o desenvolvimento de alguma metodologia, de um norte comum ao empreendimento cognitivo.

Considerar o saber como estrutura axiológica indica sobretudo a escolha, de qualquer pesquisador, sobre seu tema, sobre seu apontamento.

Até onde se pode investir com o empreendimento argumentativo, com a pesquisa e adesão de fundamentação à perspectiva tomada, é o segundo ponto.

O que indica a qualidade (de um filósofo ou cientista) é a capacidade de compreender a crítica contemporânea a respeito do assunto ensejado, e quiçá seus limites (filosóficos ou científicos).

Portanto, vê-se que a filosofia e a ciência (a cognição) tem início em atos voluntariosos de indivíduos, em proposições axiomáticas, mas que evoluindo em direção à crítica, aos patamares contemporâneos do saber, e sobretudo esforçando-se nessa direção, podem agir em co-formação e continuidade às perspectivas que elaboramos como sociedade, e que todos nos esforçamos por passar adiante, conhecida como a 'tradição científica e filosófica', e que tem status específicos para cada uma de suas disciplinas.

Quando o indivíduo se esforça por acompanhar a tradição referente aos seus axiomas, e desenvolve-se em referência a tal tradição, temos algo próximo de 'ciência', de 'filosofia'.

 

Filosofia Libertária

A tentativa original de alguns filósofos tem sido a elaboração de uma filosofia libertária.

Nietzsche foi um belo exemplo. É bom lembrar o efeito que Nietzsche fez em toda uma geração de filósofos, pesquisadores e amantes do saber.

Muitos seguiram os passos de sua independência, sua tentativa em libertar o ser humano da moral e do convencionalismo social.

Os anarquistas tem tentado de uma forma geral, libertar o ser humano de suas cadeias.

Um dos acenos pois, fundamentais da filosofia, é a liberdade.

Muitos filósofos todavia, que originariamente se pautam pela liberdade, acabam se 'enroscando' com os conceitos, com o caminho tortuoso da fenomenologia teórica, dos tantos labirintos e passagens necessárias para compor uma representação aberta, madura, atual.

Isso transforma a filosofia em erudição, e antigos sonhos de liberdade são esquecidos.

 

 

Filósofos do Planalto Central - 2009