Filosofia Genérica
Filosofia Genérica
Pensávamos sobre nosso Estatuto Geral, aquele que rege nossa instituição, propriamente sobre os conceitos que usamos para definir nossa filosofia, bastante genéricos, como filosofia livre, libertária, filosofia do Planalto Central do Brasil.
Não temos nenhuma predicação especial para a filosofia. O conhecimento requerido por nossas proposições é o entendimento da tradição histórica, em algumas de suas vertentes.
O pensamento é como a água da chuva que cai sobre uma montanha, e escorrendo, encontra (cria) caminhos percorrendo vários canais, alguns laterais, gradativamente relativos, alguns opostos.
Por isso há muito ceticismo e crítica, mas sempre novas tentativas de se espiar algum sonho.
O estatuto então fica sendo: a liberdade qualificada.
A liberdade contudo, é um lugar muito grande. E o que é qualificação? E como obter qualificação e ainda permanecer livres? Perguntas pênseis.
E quem somos nós para adequar limites? E o que adiantará? O que ficará, se o fizermos ou não, fixando delimitações?
Todas essas protelações para dizer que nossa filosofia não tem nada de especial, que é uma filosofia da tradição e do contexto.
Não podemos ser mais ou menos do que isso, contando-nos como uma tentativa de levarmos a tradição epistemológica adiante, nestes ermos do Planalto Central do Brasil.
Para nós isso representa um tipo de resistência filosófica, resistência do pensamento, frente às formalidades e a propaganda do mundo contemporâneo.
Filósofos do Planalto Central - 2009


