Intenções Solísticas
Intenções Solísticas
Às margens das nascentes da Chapada dos Veadeiros tomando sol, desenvolvemos um tipo especial de rebeldia: a rebeldia natural. Não estávamos especificamente aí para nada, embora considerássemos a aldeia global do conhecimento.
O que pensávamos naquela época eram coisas vastas. O campo aberto não impedia a vista de enxergar coisas distantes.
Além de filosofias, cafés e doutores, onde teoricamente vivemos mundos brilhantes, precisávamos de vastidão e céu aberto, água pura e vento novo.
Precisávamos de teorias e práticas libertárias.
Não gostamos muito de gabinetes. Nossa filosofia é herdeira da physis - natureza bruta.
Selvagens por natureza, o engajamento é com a vida, além dos papéis.
Nós queremos o vasto, o sem limites.
Se o saber diminui o infinito, queremos ser ignorantes.
A lógica da civilização, ditada por grandes grupos da indústria e da mídia, sufoca e menospreza a filosofia, tratando-a como incômoda e inútil.
Temos nos ocupado por isso com meditações libertárias, anárquicas.
Meditações physicas, fundamentais.
É este tipo de lógica que nossos manifestos requerem: lógicas chapadeiras, intenções solísticas.
Filósofos do Planalto Central - 2009


