Para a cultura da liberdade

O pensamento crítico por nós desenvolvido é sobretudo uma crítica do conhecimento como axiologia, ou uma crítica dos valores.

A cultura é um conjunto de invenção de representações. Às vezes torna-se um conjunto de imposição de representações, que é onde começa o problema, o perigo, talvez o mal.

A crítica da ciência por nós praticada é uma tentativa de manutenção da liberdade em meio às imposições sociais que passam a chamar-se 'conhecimento' através da moda, ou do que chamam atualidades.

O que está em jogo com o conhecimento e sua contínua produção é a continuidade da vida, a necessidade de conhecermos à nossa maneira e ao nosso exercício, assim como fizeram nossos antecessores, e como as futuras gerações provavelmente o farão.

Continuamos a tradição crítica a fim de nos mantermos livres, e assim formularmos nossa contribuição ao nosso tempo: para a cultura da liberdade.

* * *

Seguramente, proposições podem ser reduções da consciência.

Proposições, a tempo em que podem organizar, somar, abrir espaços, podem também limitar, particularizar, fechar.

Praticamos a filosofia ligada à amplitude.

Queremos o ambiente inteiro, ainda que selvagem.

O silêncio da Natureza.

Ademais, não deve haver pressupostos em filosofia.

Ela é exatamente um estudo exaustivo de como criticar os supostos, a fim de não estabelecermos dogmas.

* * *

Se há filósofos, é porque há algo suspeito no mundo. Ou seja, os sentidos estão soltos, o entendimento não é unívoco.

Talvez contudo, ao atravessar a estrada, o filósofo só consiga apresentar partes dela.

Não se sabe se suas descrições irão alcançar uma abertura plena, que contemple todo o pensamento, como às vezes é nossa aposta.

Que ele evolua visando a aglomeração dos pontos de vista, sua organização e estruturação... Não se sabe o que conseguirá.

Talvez não queira apenas isso, mas tenha também especial atenção aos pontos abertos da estrada.

 

 

 

Filósofos do Planalto Central - 2009

Para a cultura da liberdade

Para a cultura da liberdade

O pensamento crítico por nós desenvolvido é sobretudo uma crítica do conhecimento como axiologia, ou uma crítica dos valores.

A cultura é um conjunto de invenção de representações. Às vezes torna-se um conjunto de imposição de representações, que é onde começa o problema, o perigo, talvez o mal.

A crítica da ciência por nós praticada é uma tentativa de manutenção da liberdade em meio às imposições sociais que passam a chamar-se 'conhecimento' através da moda, ou do que chamam atualidades.

O que está em jogo com o conhecimento e sua contínua produção é a continuidade da vida, a necessidade de conhecermos à nossa maneira e ao nosso exercício, assim como fizeram nossos antecessores, e como as futuras gerações provavelmente o farão.

Continuamos a tradição crítica a fim de nos mantermos livres, e assim formularmos nossa contribuição ao nosso tempo: para a cultura da liberdade.

* * *

Seguramente, proposições podem ser reduções da consciência.

Proposições, a tempo em que podem organizar, somar, abrir espaços, podem também limitar, particularizar, fechar.

Praticamos a filosofia ligada à amplitude.

Queremos o ambiente inteiro, ainda que selvagem.

O silêncio da Natureza.

Ademais, não deve haver pressupostos em filosofia.

Ela é exatamente um estudo exaustivo de como criticar os supostos, a fim de não estabelecermos dogmas.

* * *

Se há filósofos, é porque há algo suspeito no mundo. Ou seja, os sentidos estão soltos, o entendimento não é unívoco.

Talvez contudo, ao atravessar a estrada, o filósofo só consiga apresentar partes dela.

Não se sabe se suas descrições irão alcançar uma abertura plena, que contemple todo o pensamento, como às vezes é nossa aposta.

Que ele evolua visando a aglomeração dos pontos de vista, sua organização e estruturação... Não se sabe o que conseguirá.

Talvez não queira apenas isso, mas tenha também especial atenção aos pontos abertos da estrada.

 

 

 

Filósofos do Planalto Central - 2009