Para a cultura da liberdade
Para a cultura da liberdade
O pensamento crítico por nós desenvolvido é sobretudo uma crítica do conhecimento como axiologia, ou uma crítica dos valores.
A cultura é um conjunto de invenção de representações. Às vezes torna-se um conjunto de imposição de representações, que é onde começa o problema, o perigo, talvez o mal.
A crítica da ciência por nós praticada é uma tentativa de manutenção da liberdade em meio às imposições sociais que passam a chamar-se 'conhecimento' através da moda, ou do que chamam atualidades.
O que está em jogo com o conhecimento e sua contínua produção é a continuidade da vida, a necessidade de conhecermos à nossa maneira e ao nosso exercício, assim como fizeram nossos antecessores, e como as futuras gerações provavelmente o farão.
Continuamos a tradição crítica a fim de nos mantermos livres, e assim formularmos nossa contribuição ao nosso tempo: para a cultura da liberdade.
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Seguramente, proposições podem ser reduções da consciência.
Proposições, a tempo em que podem organizar, somar, abrir espaços, podem também limitar, particularizar, fechar.
Praticamos a filosofia ligada à amplitude.
Queremos o ambiente inteiro, ainda que selvagem.
O silêncio da Natureza.
Ademais, não deve haver pressupostos em filosofia.
Ela é exatamente um estudo exaustivo de como criticar os supostos, a fim de não estabelecermos dogmas.
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Se há filósofos, é porque há algo suspeito no mundo. Ou seja, os sentidos estão soltos, o entendimento não é unívoco.
Talvez contudo, ao atravessar a estrada, o filósofo só consiga apresentar partes dela.
Não se sabe se suas descrições irão alcançar uma abertura plena, que contemple todo o pensamento, como às vezes é nossa aposta.
Que ele evolua visando a aglomeração dos pontos de vista, sua organização e estruturação... Não se sabe o que conseguirá.
Talvez não queira apenas isso, mas tenha também especial atenção aos pontos abertos da estrada.
Filósofos do Planalto Central - 2009


