Filósofos do Planalto Central é uma reunião de pesquisadores que se formou a partir do curso de filosofia da Universidade Federal de Goiás na última década do séc. XX.

Além dos estudos formais, técnicos e cosmopolitas, tais filósofos desenvolveram uma apreciação especial pela natureza do Planalto Central do Brasil, com seus campos de altitude e cabeceiras de águas puras.

O raro ambiente natural forneceu-lhes referenciais (physis) onde comparar as obtusas hipóteses da filosofia (doxa) e seus agravantes civilizatórios (polis).

Produzindo pesquisa independente, se especializaram em caminhos que vão da crítica moderna à epistemologia contemporânea, passando à axiologia e à ecosofia.

Usando a sabedoria da tradição histórica, que se reparte em várias escolas, somadas à apreciação crítica do nosso mundo, apresentam um ensaio de como a filosofia deve ser global, multi-informada, e ao mesmo tempo dirigir-se à ecologia, a novos ambientes, a novas formas de relacionamento com a natureza.

Em 2007 tornaram-se uma Organização Cultural formal, sem fins lucrativos, para a promoção da filosofia.

 

Atuação

Levando adiante a tradição epistemológica a partir do Planalto Central brasileiro, os Filósofos procuram, por meio da publicação de ensaios e provocações filosóficas, dialogar com estudantes e pesquisadores.

A meta é, através de tal ação, fortalecer o Núcleo de Pesquisas em epistemologia e de vivência ecosófica.

‘A idéia é utilizarmos as melhores tecnologias conceituais no melhor ambiente’.

O termo 'ecosofia' surgiu pela primeira vez pela obra do filósofo norueguês Arne Naess (1912-2009) ao refletir sobre as práticas dos movimentos ecológicos. O filósofo distingue a abordagem ecológica 'superficial' da abordagem 'profunda', e defende a necessidade de uma nova prática ambiental, menos exploratória e mais harmônica com a natureza.

Apostando na união entre a qualidade conceitual e humana da tradição epistemológica e a qualidade ambiental do Planalto Central do Brasil, os Filósofos do Planalto procuram unir filosofia de ponta a um meio ambiente privilegiado.

A organização possui projetos aprovados junto ao Ministério da Cultura, que objetivam ações junto à juventude, visando a realização de cursos de formação em filosofia à distância, edição e distribuição de livros.

 

A tradição epistemológica do século XX

A tradição epistemológica como bandeira deve-se ao fato desta reunir pareceres que englobam a fenomenologia, a filosofia analítica, a filosofia da ciência, a teoria do conhecimento e a lógica, entre outras disciplinas.

A procedência da disciplina é sobretudo européia, e advém da idade da civilização do velho mundo e suas raízes gregas, assim como pela maneira que organizou-se disciplinarmente, produzindo desenvolvimento técnico e teórico.

Estudos acadêmicos no Brasil encontram-se reunidos em alguns centros universitários, como USP, UfsCar, Unicamp, UFRJ e UFSC, entre outros.

 

Axiologia (valores)

As pesquisas atuais dos Filósofos consideram a tensão cognitiva que parece haver entre a crítica e o imaginário, e analisam peculiarmente o problema da indução na produção da ciência, da filosofia.

Ademais, defendem a pesquisa livre como forma de absterem-se das induções e limitações impostas pelos caminhos acadêmicos formais.

Vide no ensaio O ceticismo e a necessidade de sonhar - um guia da epistemologia do século XX’, o que se entende por indução.

'A nós parece que somente os campos, com sua vastidão sem fim, podem dar à vista o gosto amplo, não mensurado e delimitado pela atividade humana, por quaisquer opiniões... Um gosto do ilimitado, do momento presente em sua aparência bruta'.

'Nosso objeto doravante são os campos, as aberturas selvagens, frente ao chamado 'nosso mundo': um mundo cada vez mais descrito, cada vez mais delimitado, com cada vez menos espaço'.

Certamente isso os tem levado elaboração de uma filosofia específica.

Mas a uma filosofia específica, especializada, que pretende indicar e abrir-se ao todo, indicá-lo, falar dele.

A aposta é relacionar informações que tenham efeitos decisivos na compreensão do mundo de uma geração, e que podem fazer diferenças cognitivas e ambientais relevantes para o futuro.

Reunir pesquisadores que sejam capazes de construir mediações teóricas e práticas para uma nova transição ao campo, a partir de dados como a saturação do meio-ambiente (e de opiniões) nos grandes centros.

'A abertura de novas pesquisas, novos prismas, novas observações, que não sendo partidárias nem contrárias a qualquer dogma, sejam livres para manifestar nossas impressões do mundo conforme ele é, ou como a nós se manifesta'.

Uma geração que reúna de uma nova maneira informação, tecnologia e ecologia.

Os Filósofos do Planalto Central trabalham para o fortalecimento dessa iniciativa no coração do Brasil.

Não deixe de participar.

 

Membros Fundadores

Cassiano Veronese - Diretor - Filósofo, Filósofo Clínico, epistemólogo, ecofilósofo, músico.

Danilo Couto - vice-presidente - Engenheiro Agrônomo, Mestre em Produção Vegetal, Ecólogo.

Marcus Wellington Ribeiro de Faria - Tecnólogo em Redes de Computadores, Webdesigner, músico.

Roberto Ricardo de Souza - Filósofo, filósofo clínico, terapêuta familiar.

Luciano Borges - Filósofo.

Marcos Antônio Batista de Souza - Filósofo.

Bruno Guimarães - Engenheiro de Telecomunicações, músico compositor, yogue.

 

 

 

Filósofos do Planalto Central - 2009

Apresentação

Filósofos do Planalto Central é uma reunião de pesquisadores que se formou a partir do curso de filosofia da Universidade Federal de Goiás na última década do séc. XX.

Além dos estudos formais, técnicos e cosmopolitas, tais filósofos desenvolveram uma apreciação especial pela natureza do Planalto Central do Brasil, com seus campos de altitude e cabeceiras de águas puras.

O raro ambiente natural forneceu-lhes referenciais (physis) onde comparar as obtusas hipóteses da filosofia (doxa) e seus agravantes civilizatórios (polis).

Produzindo pesquisa independente, se especializaram em caminhos que vão da crítica moderna à epistemologia contemporânea, passando à axiologia e à ecosofia.

Usando a sabedoria da tradição histórica, que se reparte em várias escolas, somadas à apreciação crítica do nosso mundo, apresentam um ensaio de como a filosofia deve ser global, multi-informada, e ao mesmo tempo dirigir-se à ecologia, a novos ambientes, a novas formas de relacionamento com a natureza.

Em 2007 tornaram-se uma Organização Cultural formal, sem fins lucrativos, para a promoção da filosofia.

 

Atuação

Levando adiante a tradição epistemológica a partir do Planalto Central brasileiro, os Filósofos procuram, por meio da publicação de ensaios e provocações filosóficas, dialogar com estudantes e pesquisadores.

A meta é, através de tal ação, fortalecer o Núcleo de Pesquisas em epistemologia e de vivência ecosófica.

‘A idéia é utilizarmos as melhores tecnologias conceituais no melhor ambiente’.

O termo 'ecosofia' surgiu pela primeira vez pela obra do filósofo norueguês Arne Naess (1912-2009) ao refletir sobre as práticas dos movimentos ecológicos. O filósofo distingue a abordagem ecológica 'superficial' da abordagem 'profunda', e defende a necessidade de uma nova prática ambiental, menos exploratória e mais harmônica com a natureza.

Apostando na união entre a qualidade conceitual e humana da tradição epistemológica e a qualidade ambiental do Planalto Central do Brasil, os Filósofos do Planalto procuram unir filosofia de ponta a um meio ambiente privilegiado.

A organização possui projetos aprovados junto ao Ministério da Cultura, que objetivam ações junto à juventude, visando a realização de cursos de formação em filosofia à distância, edição e distribuição de livros.

 

A tradição epistemológica do século XX

A tradição epistemológica como bandeira deve-se ao fato desta reunir pareceres que englobam a fenomenologia, a filosofia analítica, a filosofia da ciência, a teoria do conhecimento e a lógica, entre outras disciplinas.

A procedência da disciplina é sobretudo européia, e advém da idade da civilização do velho mundo e suas raízes gregas, assim como pela maneira que organizou-se disciplinarmente, produzindo desenvolvimento técnico e teórico.

Estudos acadêmicos no Brasil encontram-se reunidos em alguns centros universitários, como USP, UfsCar, Unicamp, UFRJ e UFSC, entre outros.

 

Axiologia (valores)

As pesquisas atuais dos Filósofos consideram a tensão cognitiva que parece haver entre a crítica e o imaginário, e analisam peculiarmente o problema da indução na produção da ciência, da filosofia.

Ademais, defendem a pesquisa livre como forma de absterem-se das induções e limitações impostas pelos caminhos acadêmicos formais.

Vide no ensaio O ceticismo e a necessidade de sonhar - um guia da epistemologia do século XX’, o que se entende por indução.

'A nós parece que somente os campos, com sua vastidão sem fim, podem dar à vista o gosto amplo, não mensurado e delimitado pela atividade humana, por quaisquer opiniões... Um gosto do ilimitado, do momento presente em sua aparência bruta'.

'Nosso objeto doravante são os campos, as aberturas selvagens, frente ao chamado 'nosso mundo': um mundo cada vez mais descrito, cada vez mais delimitado, com cada vez menos espaço'.

Certamente isso os tem levado elaboração de uma filosofia específica.

Mas a uma filosofia específica, especializada, que pretende indicar e abrir-se ao todo, indicá-lo, falar dele.

A aposta é relacionar informações que tenham efeitos decisivos na compreensão do mundo de uma geração, e que podem fazer diferenças cognitivas e ambientais relevantes para o futuro.

Reunir pesquisadores que sejam capazes de construir mediações teóricas e práticas para uma nova transição ao campo, a partir de dados como a saturação do meio-ambiente (e de opiniões) nos grandes centros.

'A abertura de novas pesquisas, novos prismas, novas observações, que não sendo partidárias nem contrárias a qualquer dogma, sejam livres para manifestar nossas impressões do mundo conforme ele é, ou como a nós se manifesta'.

Uma geração que reúna de uma nova maneira informação, tecnologia e ecologia.

Os Filósofos do Planalto Central trabalham para o fortalecimento dessa iniciativa no coração do Brasil.

Não deixe de participar.

 

Membros Fundadores

Cassiano Veronese - Diretor - Filósofo, Filósofo Clínico, epistemólogo, ecofilósofo, músico.

Danilo Couto - vice-presidente - Engenheiro Agrônomo, Mestre em Produção Vegetal, Ecólogo.

Marcus Wellington Ribeiro de Faria - Tecnólogo em Redes de Computadores, Webdesigner, músico.

Roberto Ricardo de Souza - Filósofo, filósofo clínico, terapêuta familiar.

Luciano Borges - Filósofo.

Marcos Antônio Batista de Souza - Filósofo.

Bruno Guimarães - Engenheiro de Telecomunicações, músico compositor, yogue.

 

 

 

Filósofos do Planalto Central - 2009